Sozinho a desenhar


Caixa-de-papel: Epílogo

Publicado em Poesia por Hugo Torres no / na Novembro 9, 2004

Peso.
Elevo-me à subordinação do ser.
Esfaqueio-me e no cume jaz o coração.
Estou morto.
Estou aqui.
Sou leve.
Faleci.
Olho-te de cima a baixo: observo.
Escravizo-te na certeza de som.
Obscuro, brilhante, nocturno, incessante:
Grito a agonia da morte
Suicido-me na estrada da sorte.
Sou eu, estou morto.
Sou eu, levo-me daqui.
Quem vier que te leve,
Pois eu já faleci.

Descansa amigo, tu também morrerás
no fim…

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