pirataria v.p2p (2)
Sem espaço – aliás, tempo; tempo é o que falta aqui – nestas linhas para argumentar o bem, o mal, as possibilidades de resolução, as angústias, etc., da partilha de ficheiros e da ‘pirataria’ via p2p, tem esta página o curto (e redundante) cuidado de alertar para a proximidade da força.
Sou uma fotografia
morta,
perdida numa película
em desuso.
Se um dia me rebelar,
desenharei
um limite travesso:
o universo redondo
dos sentidos.
arte sem ponteiros
«Actualmente a História da Arte não se faz com nomes, mas sem nomes. Ninguém é intérprete do seu tempo. E o tempo, este nosso tempo é homogéneo e global, tudo contém tudo e o seu contrário. A força de contestação do surrealismo e a inquietação pelo enigma que ele sugere renova incansavelmente o revivalismo das suas representações e conteúdos, sem deixar de manter a fragilidade e quase indigência da eficácia desse recurso na sociedade contemporânea.
(…)
Esse hiato de tempo, essa suspensão do juízo, que produzem em nós amálgamas de realidade e de desejo, de medo e euforia, frente a certas representações, explicaram todas as teorias que atribuíam ao artista as qualidades metafísicas do génio e da aura que os fazia intérpretes do seu tempo em mudança. Que os fazia profetas do futuro.
Não temos já, com a expansão do tempo presente, com a diminuição brutal do espaço entre as coisas e os homens, a noção do devir do tempo, deixou de haver passado e futuro, só um presente que vai do mesmo para o mesmo. O artista não é profeta de nada, apenas se dirige – se pode dirigir – a cada uma das consciências individuais, que, ao que se diz, circulam com indiferença de virtualidade para virtualidade.»
[em Lemos, Fernando (2002). A fotografia surrealista. Porto: Mimesis]
tropel
pontos por coisas
O tempo tem sido pouco para os guardanapos da escrita. Já perdi várias letras que pensei para espelhar coisas que me pareciam necessárias ao reflexo, mas que entretanto já esqueci. Muito será assim nos próximos tempos: um sufoco que me começa a deteriorar o passeio à beira-mar, que me pôs a boiar, insuflado, no colo do número absolutamente estúpido – culpa minha, admito – de assuntos a tratar. Ou seja, limito-me por agora a três pontos inadiáveis:
1. chamo a atenção do auditório para História das infinitas artes: Dos artistas perdidos nas ruas que seriam artistas maiores se os deixássemos;
2. a Rasarte lançou no início da semana a sua segunda edição: Sepia (na imagem), assinada pelo projecto sadino Indy (download integral e gratuito);
3. já vos disse que os camaradas Open têm dois novos temas online?;
4. os amigos The Codice também lançaram um disco, intitulado Uma Questão The Codice, em edição de autor – bela paródia, vale a pena dar uma escutadela;
5. estou, a par com o Romano, nomeado na secção ‘Personalidades’ do concurso 7 Maravilhas da U.M., organizado pelo Que mal fizemos aDEUS – estas miúdas, pá. =o)
deliquescência
SBSR Preload
O Super Bock Super Rock está cheio de força este ano. Os nomes já estamos fartos de os ouvir: Metallica, Arcade Fire, Klaxons, et cetera.
Mas existe um concurso anterior à coisa grande. Chama-se SBSR Preload e leva projectos ainda pequeninos aos palcos dos grandes, para que muitas pessoas os possam ver. A segunda fase da iniciativa está agora de pé. Consiste numa votação pública para escolher as 10 bandas (as mais votadas, óbvio) que chegarão à frente do júri.
Duas sugestões de voto (não tenho por que ser imparcial…): Crushing Sun (ouvir) para os amantes do Metal e Sir B. Baobuskas (ouvir) para os apaixonados do Rock. Votem!
Online entra nos Prémios de Jornalismo do CPI
Diz hoje a Meios & Publicidade (assina Hugo Real):
«Dois prémios dedicados ao jornalismo online. Estas serão as novidades que o Clube Português de Imprensa (CPI) vai incluir na edição de 2007 dos Prémios de Jornalismo do CPI, que este ano retomam a periodicidade anual. A introdução da distinção de uma cacha e de um feature publicados nos meios online foi decidida após um acordo entre a Lusa e o CPI, revela a agência noticiosa.
Este acordo prevê ainda a “promoção de iniciativas regulares entre as duas entidades, designadamente, sobre matérias relacionadas com a Lusofonia ou a União Europeia”, acrescenta a Lusa.»
Esperamos para ver como corre.
