para coimbra
Amanhã é dia de viagem. De caminho, levo o Ricardo comigo. Vamos ter com o Carlos, que faz anos amanhã (sexta-feira, 27), altura em que por lá já deve andar o Sílvio. Beja, então!?
Volto sábado. Para onde quer que seja. Volto. Ou fico. Ou perco-me. Ou perde-se o comboio. Ou faço tudo isso de propósito. Ou seja: hoje, amanhã e às primeiras horas de sábado, encontrem-me por aqui:

post scriptum: sexta-feira, às 23h30, há concerto do Levi no Salão Brazil, entrada livre – Coimbra, pois claro.
de braga
Dois apontamentos de agenda sobre a cidade que me vai albergando, Braga:
1. é já hoje, 25 de Abril, que o TUM apresenta um espectáculo de poesia em homenagem a António Gedeão, às 21h30, na Velha-a-Branca;
2. entre os nomes do costume para as festas ‘académicas’, o Enterro da Gata acolhe este ano os M.A.U. – a notícia é boa, vou revê-los com prazer (a primeira vez foi em Vilar de Mouros, há quase um ano).
A propósito do segundo ponto, deixo-vos o divertidíssimo vídeo de Prick (I Am):
a sagrada partitura
Nunca falei aqui dele. Mas é mais que merecido. O amigo Daniel Quintã administra uma bela hora de música na RUM, sob a máscara A Sagrada Partitura. A coisa vai para o ar daqui a umas horas – da 01h00 às 02h00, de terça para quarta-feira. Pode ser ouvido, em directo, aqui. E os programas passados, em podcast, aqui.
«A Sagrada Partitura é o conjunto das composições escritas por sublime inspiração, pelas quais a Música Se revela a Si mesma e nos dá a conhecer o mistério da Sua vontade.»
No blogue, podem encontrar alguns destaques de agenda e motivos de atenção e interesse, na perspectiva do Daniel.
o livro, o livro, o livro
«Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.»
Assim escreveu Almada Negreiros, e assim lembrou a 101 Noites o Dia Mundial do Livro (e do Direito de Autor, já agora) – hoje, 23 de Abril. A data é esta, por decisão da UNESCO, desde 1996. Mas há mais: Shakespeare e Cervantes morreram ambos exactamente a 23 de Abril de 1616. Quanto à citação é, confesso, a primeira coisa que me preocupa quando entro num qualquer espaço com muitas páginas.
Enfim, os meus livros de hoje passaram por aqui e aqui. Que há mais que estar de costas curvadas sobre o pó: há que olhar bem à frente do nariz.
obrigado, ó Circo

Foi o Patrick Wolf no Theatro Circo, em Braga, na passada quinta-feira. Foi mais que um concerto; mas não me apetece explicar o coração. A foto é do Rui Ribeiro.
happy birthday
O mundo digital e eu andamos um pouco desencontrados nos últimos dias. E por isso chega este post com um dia de atraso. É para dar os parabéns (públicos). A duas pessoas que me são muito queridas – embora uma bem mais próxima que a outra; muito-muito mais, aliás.
A primeira é esta menina. Perdão: flor. Não, não é bem isto. Será antes: os olhos que dão cor a esta floresta que aqui se vos apresenta. Isso.
O segundo é este menino. Pelos 70 anos; pelas horas imperdíveis de cinema.
Guardo o resto.
there’s no more rides for free
ando para aqui a mexer nisto e naquilo. coisas empoeirados – de anos, algumas. imagine-se, cheguei a deixar tocar o Wolfheart (1995) e o Irreligious (1996), dos Moonspell; dei-me aos momentos de puro erotismo de And The Circus Leaves Town (1995), dos Kyuss; passei de leve pelo Alive! (1975), dos Kiss; e estive próximo dos amigos Crushing Sun e MOSH. acabo (quase) inevitavelmente no Badmotorfinger (1991), Soundgarden, um disco cuja idade e importância no mundo do Rock são bem menores que os mesmos itens neste tipo que vos escreve. o sono já não permite a próxima vítima: Rust in Peace (1990), Megadeth. talvez para a próxima.
Slaves and Bulldozers, Soundgarden (ao vivo)
Rascunho no Indie
Como o mundo não pára mesmo em tempos de vacas muito magras, tísicas (sim, eu, é disso que estou a tentar escrever), as gentes a morar na capital decidiram que vão ao cinema dia sim, dia sim, enquanto o Indie Lisboa durar. Este menino; e este. Armaram a arquitectura, amanharam a engenharia e estão há já dias a oferecer um diário ao público do que por lá se vai passando.
A iniciativa está de mãos dadas ao Rascunho, não fossem eles dos principais responsáveis da coisa; não fossem eles apaixonados; não fosse isto cinema; fosse o mundo de inferno para fora. Sugestivo, o blogue chama-se Rascunho no Indie. Passem por lá, que vale bem a pena.
coriáceo
do Lat. coriaceu
- adj.,
- que se parece com o couro;
- que é duro como o couro.
seria tão fácil deixar-te, meu Amor, se não existisses
pintava no coração uma saída de emergência, a aquarela, nos tons pálidos do morto
e ia-me embora para as outras florestas do mundo
mas tu, meu Amor, és tão presente como as palavras
e hoje o teu perfume entranhou-se até na mais ordeira das coisas
no quotidiano dos outros, no frenesim das crianças
as minhas pernas gangrenaram, meu Amor
se há coisa que hoje perdi, foi o saber andar
a ver, nem para vagabundo sirvo