Na rua, um metro a separar duas cabeças, mãe, filho, quatro, cinco anos de idade, a querer uma coisa, qualquer coisa, que não pode ter, diz a mãe. Porque: Já não és nenhum menino pequenino!
actualizar para ficar
Hoje, a actualizar a coluna de hiperligações (ali, à direita) com o novo espaço do Rui Passos Rocha, Opiniões Públicas, que regressa assim à terra – metáfora outra que não a da morte; leia-se: ao blogspot –, reparei que estava em falta A [bonita] boneca de porcelana, obra da companheira Bruna Pereira. Para uma e para outro, está aí a verdade.
«Os cépticos acerca da natureza humana, que são muitos e teimosos, vêm sustentando que se é certo que a ocasião nem sempre faz o ladrão, também é certo que ajuda muito. Quanto a nós, permitir-nos-emos pensar que se o cego tivesse aceitado o segundo oferecimento do afinal falso samaritano, naquele derradeiro instante em que a bondade ainda poderia ter prevalecido, referimo-nos o oferecimento de lhe ficar a fazer companhia enquanto a mulher não chegasse, quem sabe se o efeito da responsabilidade moral resultante da confiança assim outorgada não teria inibido a tentação criminosa e feito vir ao de cima o que de luminoso e nobre sempre será possível encontrar mesmo nas almas mais perdidas.»
José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira, Lisboa, Caminho, 1995, pp.25-26.
Embora com outros contornos, esta tem sido a questão central dos meus dias, na parte de dentro dos olhos. [De resto, é necessário publicitar o meu profundo desacordo com o título da hiperligação, que não espelha o verdadeiro conteúdo do texto.]
e eu… aqui
Chatterton, Seu Jorge com Ana Carolina