Sozinho a desenhar


II

Posted in Poesia por Hugo Torres em Janeiro 26, 2005

Vento.
Estava bem alto por baixo das estrelas.
Corria e ia assobiando: três melodias diferentes
para cada quarteirão.

Fazia frio.
As janelas estavam fechadas;
as cortinas estavam corridas.
As cortinas não destruíam
o frio.
Não o matavam:
não o deixavam apodrecer cortado pelo seu próprio ser.
Permitiam-lhe entrada.
E ele
vingava-se de mim.
Por eu o querer morto!

(– MORTO!!)

Nem a lareira apagada.
Nem a lareira vazia de cinzas.
Só eu. E ele.
Como dois revólveres.
E eu
sem pólvora…

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