Sozinho a desenhar


Tarde

Posted in Papel por Hugo Torres em Novembro 17, 2005

É rouca a precisão de uma bala disparada ao metal vertebral. A gritar que te roubo a vida, a berrar que me rasgas o pulso.

Três da tarde, hora de almoço fugidio enamorado pela pressa de um relógio que se vê no sol – a caminho do Inverno: já baixa. Único acordar não sente a porta bater-lhe por trás. Decide-se num trabalho amuado, garganta em nó, dedos enlaçados. O mundo empobreceu horas de sono. Há que fugir.

Deambulo, pertinentemente, por corredores disfarçados de saber, de incêndio-geração-espontânea de almas apaixonadas. Féculas. Apenas. Ou é algo que não vejo; ou é algo que não me encontra. Ou a aceitação de nada é boa.

A porta bate lá atrás, com a mão que se vê dentro.

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