Sozinho a desenhar


o jardim negro

Posted in Papel,Tela por Hugo Torres em Dezembro 13, 2006

Hoje descobri-me num olhar desencantado. Numa música bonita, mas melosa, que não me diz mais que o frio que me abraça.
Ainda a meio da tarde não despertei da letargia primeira dos corpos recém acordados. Mexo-me na desilusão das coisas, num fim de mundo resignado, sem mares nem áfricas. Prendem-me o sol numa dor súbita de umbigo.
Os dedos, hoje, não servem. Estão angustiados – a meio caminho entre a dor e as lágrimas.

Ives Tanguy, ‘O Jardim Negro’ (1928) – Düsseldorf, Kunstsammlung Nordrheim-Westfalen

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