Sozinho a desenhar


O barco que não naufragou

Posted in José Manuel Mendes,Post-it por Hugo Torres em Dezembro 13, 2006

Fragmento:

«E de repente, Elsa, uma ventania medonha, as árvores despindo-se, o Outono cobria-te os ombros, remei para o cais, remei, doíam-me os músculos, como me doíam os músculos, remei, remei, o barco ia voltar-se, a folhagem despenhando-se sobre ti vestida de azul, alguém veio em nosso auxílio, e eu a colher o teu silêncio antes da tempestade, nunca observara uma expressão tão feliz, sorrias de puro esplendor, eu a colher o teu silêncio e os pássaros ausentes, o lago, o bosque, o mundo convulso em que nos abraçaríamos à espera do funicular

(José Manuel Mendes, 1997. O Rio Apagado acasos e travessuras. Porto: Campo das Letras)

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