Sozinho a desenhar


50 anos de RTP

Posted in Media por Hugo Torres em Março 12, 2007

Vasco Pulido Valente escreveu assim na passada sexta-feira, dia 9, na sua coluna do Público:

«Não há nada mais patético e desagradável do que o espectáculo da autocelebração da gente do espectáculo. No caso da RTP, que nos tem infligido dezenas de horas de televisão, para nos mostrar que prestou grandes serviços à Pátria e à cultura, a coisa chega a patológico. Ninguém na posse de todo o seu juízo se atreveria a fazer o elogio histórico de uma instituição tão obviamente nociva e degradante.
(…)
Escondeu, inventou, mentiu e deturpou, com zelo e até uma vez por outra com habilidade. Alguns telejornais, principalmente durante a guerra de África, não andaram longe do melhor de Goebbels.
(…)
Não há um único entrevistador com inteligência e prestígio para desmontar a “imagem” ou a retórica de quem lhe sentam à frente. E o “entretenimento”, reduzido à telenovela, ao concurso, é catastrófico. Verdade que a RTP reflecte o país. Mas neste meio século reflectiu sempre servilmente o pior país. Não deu o mais ligeiro contributo para a liberdade e a educação de Portugal. Pelo contrário, sufocou, censurou e suprimiu o Portugal inconformista e moderno. Não se devia comemorar. Devia chorar.»

No Jornalismo e Comunicação, Manuel Pinto tem uma opinião mais ponderada e, possivelmente, mais esclarecida. Qual das posições é mais eficaz para a mudança?

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