Sozinho a desenhar


painço

Posted in Léxico por Hugo Torres em Abril 20, 2007

do Lat. paniciu


s. m., Bot.,

planta gramínea;

grão dessa planta também chamado milho-miúdo.

(Priberam Informática – Língua Portuguesa On-Line)

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Our love is gonna live forever

Posted in Post-it por Hugo Torres em Abril 18, 2007

Era Domingo. O último até hoje. E eu e esta menina estávamos no segundo dia de Feira do Livro, em Braga. Sessão de poesia. E sai-se o Jorge Reis-Sá (sim, o menino da Quasi) com uma pequena pérola que nos apanhou aos dois. Publico-o aqui, tal como ela já o fez ali. O original está em Tantas mãos, a mesma Primavera (editado pela Oficina do Livro, em 2005).

E se o nosso amor vivesse para sempre, que seria de nós então?
Sabes como há no presente uma ânsia de um futuro
imperscrutável que nos permite o sonho e a passagem diária das horas.
Mas, e se soubéssemos que era para sempre, meu amor, que faríamos com ele?
Separar-nos-íamos desde já por sabermos que o sempre nos juntaria novamente?
Cada um para seu lado, então.
Eu perdido na foz do Douro imaginando o barco que, vindo da Afurada, te traria para os meus braços
e tu no cais interrompendo a partida do cruzeiro para o Pocinho por me pensares no seu interior.
É na separação que nos encontramos, meu amor.
Se o nosso amor fosse para sempre, com a certeza que só Deus sabe,
o nosso amor terminava hoje como nunca.

Aproveito para acrescentar um vídeo, que vai aqui bem:


Something, The Beatles (1969)

Posted in Papel por Hugo Torres em Abril 17, 2007

tenho-me no desespero dos dias. ah, os dias! escrevesse eu uma linha que fosse de original, ia-me embora para o mundo. em vez, tenho esta relação incestuosa com as letras. com os poetas escritos.

novo destino

Posted in Sugestão por Hugo Torres em Abril 13, 2007

não é uma novidade. já por lá anda há uns tempos. mas, culpa minha que me mexo preguiçosamente, só o encontrei agora. é o floresta de quimeras e é mantido pela companheira de vontades Luísa Patrício. acreditem-me: é menina bonita.

a propósito, Luísa, não te disse que gosto (muito) de te ter connosco. faço a coisa pública, pois que seja.

«Sim. Não. Sim. Não — sim.»

Posted in Papel por Hugo Torres em Abril 12, 2007

duas preocupações saíram da crónica de hoje, na Visão, de António Lobo Antunes:

1. a possibilidade de o ver desaparecer, tão rápido, quando conto apenas três dos seus livros na minha bibliografia pessoal (irrita-me isto da morte nas pessoas que vivem para sempre — preciso ter mais cuidado com Herberto Hélder) e, penso, tem ele ainda tanto para dizer (preocupa-me mais que o seu escrever, confesso — é algo em falta, o outro já é vasto);
2. o segundo dos meus órgãos afectado de forma permanente em pouco mais de duas décadas de existência: a vesícula, irremediavelmente hipo-qualquer-coisa. e eu que não sou nada hipocondríaco…

do tal cancro (sigo o Público): «Mói e mata. Mata. Mata. Mata. Mata. Levou-me tantas das pessoas que mais queria. E eu, já agora, quero-me? Sim. Não. Sim. Não — sim», escreve Lobo Antunes.

press(ionar)

Posted in Jornalismo por Hugo Torres em Abril 12, 2007

pois. não tenho muito mais a dizer.

projecto

Posted in Media,Sugestão por Hugo Torres em Abril 12, 2007

ó, valham-me os deuses! mais um projecto, mais escrita, mais leitura, mais hipertexto, mais periodicidades, mais coiso, mais isto e aquilo. estes caralhos – assim mesmo, e com sotaque nortenho; mais grave: poveiro – só me dão trabalho. convidem-me para ir tomar ar e sair da frente do portátil! estou a perder os meus anos de beleza, pá.

nada a fazer. digo-lhes sempre que sim… principalmente a este tipo, que me mete sempre em boas alhadas. sim, sim: aos mais atentos, é isso mesmo: o CSocial está de volta, sedeado agora no WordPress e com nova cara. já venho atrasado com a novidade, mas só agora cheguei às teclas. dizem eles que reaparecemos com (mais) vontade. pois se dizem, está dito. não me cabe alterar manifestos depois de publicados. nem que a custo da sanidade.

(quantas vezes repeti o vocábulo ‘mais’?)

cavernoso

Posted in Papel por Hugo Torres em Abril 10, 2007

encontro o pouco conforto da vida nas voltas da madrugada escura, nos passeios solitários dentro de um carro cosido pelas calçadas únicas da música. é a esta Póvoa que inesperadamente me agarro, é neste mar de mãos sangradas que o bolso perdeu relevância – favor único do café do egoísmo, do perfume mesquinho dos doces.

encontrei aqui uma vida lúgubre, mas minha; uma vontade decepcionada e triste. não sei em que igrejas dobram os sinos do calor azul que se erguerá dentro em pouco, às minhas costas. nem onde ajoelhar, onde rezar e suplicar.

pesa-me a inutilidade dos dias – e as palavras que amam com o fervor pragmático da conta da luz. já nem eu me dou conta da gratuitidade do dia, pondo o pé da soleira para a rua. não sei se alguma vez dei.

percebo a bondade pretensiosa das casas pequenas e tenho a dinâmica do século xix a palpitar-me na língua. mas não há voltar atrás. todos os dias parto de um horroroso princípio, um erro fatal, de palmatória: de que todas as pessoas que por mim passam são dignas almas de valor ao tempo curto que nos deram.

estão perdidos os anos adolescentes da alegria ao vento. perdi os dias de praia da barriga de Inverno dos anos, onde o sol nos espantava as preces.

nova vizinhança

Posted in Sugestão por Hugo Torres em Abril 9, 2007

hoje é o dia da família nesta página. melhor: dos irmãos. agora é a vez da irmãzinha ter direito a meia dúzia de palavras tortas. é que criou um blogue (bem, na verdade já existia há uma data de tempo, mas só agora lhe deu vida). chama-se immerse your soul in love (sim, sim, Radiohead). assina Carolina Lapa.

é, desde logo, e como já diz a Liliana em comentário, «um local de visita obrigatória na blogosfera». melhor mesmo é que promete ser um «depósito de tralha». gostamos disso. e estamos de olho.

justamente

Posted in Palco,Sugestão por Hugo Torres em Abril 9, 2007

vi o grupo nascer e crescer. nas salas ao lado, nas conversas com os amigos que entranharam e regaram a coisa. nunca participei mais que com as palmas do público, findo o espectáculo. pois bem, mais de meia década depois, é o meu irmão que se aventura nas lides do teatro e nos Devisa – o Núcleo de Teatro da Escola Secundária de Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim. e começa cedo o rapaz – pelo menos, mais cedo que os das minhas horas. não é isso que importa.

os Devisa sobem este ano ao palco com Justamente, de Ali Smith e encenação (desde sempre) de Jorge Curto, já amanhã, no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim, às 16h00. a peça insere-se na VII Mostra de Teatro Escolar (que dura até sexta-feira, 13) e volta à cena nos dias 11 e 12 (21h30), e 13 (22h00). marcarei presença no primeiro ou no último dia.

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