Sozinho a desenhar


o sábado

Posted in Desporto,Papel,Pauta,Película por Hugo Torres em Julho 14, 2007

gosto de comer frango assado no churrasco com as mãos. besuntar dedos e barba com o molho picante barato e apanhar, sozinho em casa, o final do jornal televisivo. onde as estórias são as dos elefantes em zonas residenciais e do maior cabo de descida por gravidade do mundo – imagine-se!, fica em Portugal, na Ribeira de Ave da Pena. e apanhar comboio para o documentário sobre a fase final do último Mundial de futebol, dirigido por Michael Apted (o realizador está agora a preparar a edição 2 d’As Crónicas de Nárnia no cinema). ver 26 passes perfeitos para um golo argentino, ver o famigerado piscar de olho de C. Ronaldo após a expulsão de Rooney; ver a República Checa fazer uma inesperada curta campanha; enfim, ver Zidane, costas para a câmara, a passar ao lado do troféu dourado, depois da controversa cabeçada a Materazzi na final. e ver mais: a quantidade quase absurda de câmaras disponíveis para o evento, com o polvo mediático a tricotar a bom tricotar. (não me queixo dos meios tecnológicos oferecidos à bola. mas um mundo perfeito levar-me-ia a pedir coisa idêntica para o melhor festival dos últimos tempos em Portugal – o mais próximo que encontro é a edição 2005 de Paredes de Coura.)

e logo é tempo de voltar ao Curtas de Vila do Conde. estive lá domingo e segunda-feira. fui apenas às sessões da rubrica Highway To Hell (assisti a três). devo confessar que saí apaixonado pelos ingredientes grindhouse. ontem, estivemos por aqui, e a coisa continua ainda hoje (reportagem no Rascunho para breve).

e assim vai.

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coração = parvoíce?

Posted in Desporto por Hugo Torres em Abril 3, 2007

No passado domingo, 1 de Abril, estava no Porto com um jogo da bola para ver – o SLB-FCP, em campo no estádio da Luz, Lisboa. Sou benfiquista – é uma coisa de miúdos isto do clubismo, mas que por alguma razão se mantém com a idade, com alta improbabilidade de mudança (fosse o tipo de paixão a inglesa e seria ferrenho do Varzim).

Depois de um procura-daqui-procura-dali, há um café aberto na Miguel Bombarda que nos acolhe. A razão estava a postos: nada de euforias favoráveis ao SLB; afinal, estamos no coração do Porto, mesmo ao lado dos Aliados… O respeitinho é bonito e o meu actual físico mal preparado gosta – e agradece. Durante a partida, nada disto: um ambiente de tasca, sim, mas descontraído, com malta de ambas as cores (muitos mais azuis que vermelhos, verdade) a aplaudir, a espernear, a suspirar… Sem tumultos. Tudo como deve ser, razão última. E o jogo partiu as alegrias: 1-1.

Ontem estava a ver o Sporting-Beira Mar (terminou 2-0). Confesso: estava a apoiar (discretamente) os leões: gosto da ideia de um campeonato muito disputado; ou masoquismo – que importa? Ainda assim, fiquei com um golo – já não lembro qual – atravessado na garganta. Não é que estava contente com a bola na baliza e os adeptos de verde começaram, sem razão aparente, a gritar «filhos da puta SLB»!? Mas o que me parece pior é o desrespeito aos aveirenses.