Sozinho a desenhar


ficar pelas escadas

Posted in Sugestão por Hugo Torres em Fevereiro 22, 2008

Não subir, não descer, ficar. Uma boa ideia para aproveitar o espaço, sem dúvida. Quem se chega?

Sugestão encontrada aqui.

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actualizar para ficar

Posted in Sugestão por Hugo Torres em Dezembro 24, 2007

Hoje, a actualizar a coluna de hiperligações (ali, à direita) com o novo espaço do Rui Passos Rocha, Opiniões Públicas, que regressa assim à terra – metáfora outra que não a da morte; leia-se: ao blogspot –, reparei que estava em falta A [bonita] boneca de porcelana, obra da companheira Bruna Pereira. Para uma e para outro, está aí a verdade.

«o cheiro da sombra das flores»

Posted in Post-it,Sugestão por Hugo Torres em Novembro 29, 2007

Ando há dias com as pernas tensas. De nervos. Não sei bem porquê. Olho o relógio e lá se vai a calma, abro um livro e lá se vai a calma, dedico-me ao cinema e lá se vai a calma, escrevo uma linha e a calma perde-se como se nunca tivesse sequer existido. E nos entretantos vão passando os dias, menos mal. Não consigo furtar-me a este ridículo pesar físico, que de tão miudinho se agiganta. (Ter consciência disto torna tudo brutalmente mais absurdo.) Adiante.

joao_negreiros-o_cheiro_da_sombra_das_flores.jpgOntem fechei A Sopa, de Filomena Marona Beja. Não foi mal: é uma literatura evasiva, mas capaz. O tempo não foi dado por perdido. Hoje abro outro. No 207 sufocado, do Santo António ao Campo da Pasteleira. Poesia. Chama-se o cheiro da sombra das flores, é assinado por João Negreiros. O lançamento, no próximo sábado, confunde-se com a despedida temporária do camarada José Luís Costa, de partida para Paris. É ele – mais a Cátia Cunha e Silva – que vai – vão – dizer a poesia, no Iduna, em Matosinhos. Está marcado para as 22h00, depois da bola.

A abrir o livro, Joaquim Pessoa escreve o prefácio. E deixa este poema do Ary dos Santos, que agora transcrevo integralmente, no ar. Finaliza a nota inaugural relembrando os dois primeiros versos.

Original é o poeta
que se origina a si mesmo

que numa sílaba é seta
noutra pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse ao abismo
e faz um filho às palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever em sismo.

Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte
faz devorar em jejum.
Original é o poeta
que de todos for só um.

Original é o poeta
expulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce à rua
bebe copos quebra nozes
e ferra em quem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.

Original é o poeta
que chega ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.

Esse que despe a poesia
como se fosse mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um homem qualquer.

«Dá mais trabalho do que baixar as orelhas»

Posted in Sugestão por Hugo Torres em Outubro 19, 2007

Quebro o silêncio apenas para encaminhar os leitores para esta – e esta – deliciosa exposição sobre Deus, Religião e Ciência, sob o punho sublime do companheiro Pedro Romano.

a ver, a ver, a ver…

Posted in Pauta,Película,Sugestão por Hugo Torres em Setembro 7, 2007

Ontem, hoje e nos próximos dois dias estou pelo Festival Internacional de Vídeo Musical da Póvoa de Varzim. Podem acompanhar as andanças no blogue que o Rascunho criou propositadamente para a iniciativa, aqui. Para já, na companhia têm andado os amigos Miguel e Gonçalo. Apareçam – quem não estiver de vermelho.

sub specie aeterni (IV)

Posted in Película,Sugestão por Hugo Torres em Agosto 28, 2007

Quatro incontornáveis num só momento: Stanley Kubrick na realização, Jack Nicholson na interpretação, Stephen King na escrita e Wendy Carlos na banda sonora. (Fosse isto um concurso e quantos vencedores teríamos?) Pois bem, 1980, um dos meus preferidos: The Shining.

Penso que o filme tem dois momentos absolutamente marcantes para a História do Cinema. Este não é nenhum deles. Mas é, provavelmente, o grande twist da coisa. Não escolho por aí, mas apenas por paixão ao momento. (Da Shelley Duvall, lembro-lhe apenas o Underneath, do Soderbergh, em 1995 – alguém com memória maior?)

Posted in Pauta,Sugestão por Hugo Torres em Agosto 27, 2007

o Hélder pediu-me para falar sobre música. em 2007. foi o que fiz. outros se seguirão.

concertos para hoje e amanhã: Noites Ritual

Posted in Pauta,Sugestão por Hugo Torres em Agosto 24, 2007

Devidamente noticiado aqui e aqui, este festival caseiro [adjectivo carinhoso] vem sendo hábito pessoal dos últimos anos. 2007 não vai ser diferente. E lá estaremos, no Palácio de Cristal, no Porto, para as Noites Ritual. Born a Lion, Riding Pânico e os novos sets de Clã e David Fonseca são as curiosidades para o vivo.

noites_ritual_07.jpg

sub specie aeterni (III)

Posted in Película,Sugestão por Hugo Torres em Agosto 20, 2007

hoje vamos ao clássicos do cinema português. a escolha recai sobre o Ala-Arriba!, de Leitão de Barros, datado de 1942, que retrata as raízes simples da minha natal Póvoa de Varzim. e é por esta última que o recorda agora. para aproveitar e sugerir o ViMus – Festival Internacional de Vídeo Musical, que acontece naquela cidade costeira de 6 a 9 de Setembro, e que o Rascunho já está a acompanhar – aqui.

quanto ao trecho, não é particularmente memorável. mas retrata duas realidades fatais na vida desta comunidade piscatória: a barra e o peixe pelas guelras. (no que diz respeito à cinefilia, a película é consorte de algum do cinema europeu da altura, especialmente do italiano – vivia-se então o nascimento do Neo-realismo, que deu ao cinema nomes como Rosselini ou Visconti.)

o elevador da bica e o cemitério dos prazeres

Posted in Sugestão por Hugo Torres em Agosto 4, 2007

o último elevador da bica vai hoje para o ar, entre as 21h00 e as 22h00, na RUM. o número oito é o final. a colaboração com o Cafeína de José Reis termina aqui por desaguisados internos com a direcção de programas. não me vou alongar sobre a temática. foi bom voltar aos microfones da RUM. (ponto)

podem ouvir online e em directo por aqui. o podcast da edição anterior também já está disponível.

Porcupine Tree e Bernardo Sassetti acompanham-me a conversa. Bergman e Antonioni – sobre os quais não abri aqui dente por não saber o que acrescentar – ajudam a visitar Ramos Rosa, Gedeão, Campos e Pascoaes.

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